Ceia Literária
LÍNGUA & LITERATURA NOSSA DE CADA DIA

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Ceia Literária

Grupo sem fins lucrativos nem limitações de ordem religiosa ou político-partidária, que desde 1981 vem lutando, aliado a outros, contra a deturpação do nosso idioma e em favor da pesquisa e da divulgação da literatura brasileira.

O grupo foi batizado a princípio com o nome de Ceia de Língua e Literatura; porém o público logo consagrou como Ceia Literária, provavelmente dado o título de sua revista anual.

FUNDAÇÃO

A Ceia foi fundada a 1º de maio de 1981, Dia do Trabalhador, pelo professor e escritor Valdemir Mourão, contando com a colaboração de outros trabalhadores da língua e literatura no Ceará, como:
Felipe Filho,
Fernando Câncio,
Genuíno Sales,
Livardo Barbosa,
Auriberto Cavalcante,
Oscar Costa Filho,
Carneiro Portela,
Linete Alcântara,
Luciano Jucá,
Ednardo Gadelha,
além de correspondentes espalhados por este estado, pelo Brasil, e até no exterior.



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Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007


[12:36 AM]





EXPOSIÇÃO DE PINTURAS E
LANÇAMENTO DE LIVROS NO IPU


Nos três últimos dias dos festejos dedicados a São Sebastião, padroeiro do Ipu, a "Livraria Companhia do Livro" participou culturalmente da festa do mártir santo, promovendo uma exposição de pinturas "Lembranças" de Percília Laís Mourão, ipuense que viveu no Ipu nos tempos áureos, radicada no Rio de Janeiro. Os quadros da Laís são reminiscências da sua infância e juventude na bela terra de Iracema.

A Laís mostrou, a muitos visitantes da exposição, quadros do Grêmio, da Estação, do Escondido, do Alto da Coruja e do Bonito, entre outros locais que ela viveu.

MUNDO FORA DE ESQUADRO
Outro evento cultural da "Livraria Companhia do Livro" foi os lançamentos dos livros "O Mundo Fora de Esquadro," de autoria do ipuense Airton Soares, radicado em Fortaleza; "Praticando Redação," do professor Valdemir Mourão, acadêmico da ACLP e da AILCA; e "A comunidade, a cultura e o turismo", da turismóloga Lorena Cláudia Vieira, de Fortaleza.

Tanto a exposição de pinturas como os lançamentos dos livros foram bastante concorridos, principalmente na tarde do dia 20, sábado. A "Livraria Companhia do Livro" é estabelecida à Rua Padre Mororó, 808, em Ipu, atrás do Ginásio Coberto.

jpMourão - Ipu/Fortaleza, CE

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A ciência é grosseira, a vida é sutil, e é para corrigir essa distância que a literatura nos importa
Roland Barthes

Domingo, Janeiro 28, 2007


[6:41 PM]

OBLITERAR= Apagar; fazer desaparecer.

Por Airton Soares


"Quando o corpo se abate ao peso dos anos, e as molas da máquina estão usadas, oblitera-se a inteligência, obscurece-se o espírito, delira a língua". Lucrécio, citado por Montaigne em Os Pensadores, no ensaio DA IDADE, p.154.


"Hiroxima não deixa obliterar o poder destrutivo do homem".


No sentido primitivo esta forma verbal significava apagar as letras [ob+litterare]. "OB" é um prefixo culto de origem latina, que, geralmente, traduz as idéias de oposição, inversão.

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Roland Barthes

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007


[10:46 AM]

C o r r e i o !


Por Airton Soares

Largava-se tudo e corríamos desembestados em direção à porta. Não havia caixa de correio. O carteiro, cúmplice do nosso êxtase, sentia dificuldades em disfarçar sua vontade de intromissão nos segredos envelopados.

Segundo ato, este mais consciente e estratégico, correr para o quarto, banheiro ou para outra dependência da casa que não estivesse minada e, salvo e sôfrego, posicionar o envelope em direção à luz para a indispensável tomografia.Após o resultado do exame, podíamos abrir com certa segurança o envelope pelas beiradinhas ainda com receio de rasgar o conteúdo.

A atmosfera proibitiva era peça fundamental nesse ritual. E hoje, como é que é? O ritual continua. E a mesma atmosfera. Apenas com matiz cibernética, virtual... Tem mensagem nova em sua caixa de correio. Ôba!

Hoje é o Dia do Carteiro.

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Roland Barthes

Segunda-feira, Janeiro 22, 2007


[10:04 PM]


Faltou assunto? Se avexe, não!

Por Airton Soares

Tem que escrever e faltou assunto? Se aveze, não! Não entre em pânico, recorra aos provérbios e ditos populares. Um Santo remédio. Carece prova? Então leia o que se segue:

Você, meu amigo, não erra ao dizer que a tampa é que sabe o calor da panela, mas escute aqui: só as panelas adivinham o ponto de fervura das sopas. Acabemos de vez com essa discussão boba. Todos nós somos importantes, aqui e algures. Eu preciso de você e você precisa de mim e... `pt´ saudações! Ah, sim, ia esquecendo: uma mão lava a outra e as duas lavam o rosto.

Bastaram três provérbios, apenas três, e cá estou com o post prontinho da silva. E de lambuja, estilisticamente, ainda me vali de um bordão e de uma gíria. Viva a paremiologia! Viva a linguagem popular! Viva!



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Roland Barthes

Sexta-feira, Janeiro 12, 2007


[7:39 PM]



Às vezes, é preciso inverter a rota dos ponteiros do relógio para buscar compreender quem somos e que vem a ser o mundo que nós mesmos construímos, a partir do verbo proferido e de crenças elaboradas. Então, desconfia-se de que o mundo seja tão redondo, ou uma bola em trajetória invariável.

Cerca de vinte anos, conheci na faculdade de Letras um executivo de banco que contabilizava "fiapos de conversa" e algumas coisas que "lia por aí". Entretanto, o relógio comandava sua vida. Agora, tempos mais tarde, reencontro esse amigo, feliz. Ele guadara como a um tesouro os fiapos de conversa - dos quais fez, com razão, a razão de sua vida. Despendindo-se do banco, passou a dar palestras usando um relógio sem ponteiros e vestimenta de pallhaço.


Este é Airton Soares(AS), que vem partilhar conosco algumas das observações e relatos sobre esse "Mundo fora de esquadro", construído de fiapos de conversas e episódios da nossa trajetória cotidiana, com infinitas posssibilidaes de realização.

Prof. Ednardo Gadelha

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Roland Barthes

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007


[8:52 PM]



LITERATURA FRANCESA
Anatole France


Felicidade
"A vida nos ensina que jamais somos felizes senão à custa de certa ignorância.´

Na certa, o mestre, em outras palavras, quis dizer: Aquilo que a gente não `vê´, o coração não sente. Outro dia, li uma frase bem parecidinha com essa. Dizia + ou - assim: Quanto mais lemos, mais infeliz ficamos. A minha família diz: "Tu vai ficar doido de tanto ler". Aí, eu reflito: se leio fico doido, se não leio fico doido pra ler; não vejo diferença. Eu, hein? Doido por doido... melhor um doido sabido! Fico por aqui. Tô conversando demais.


" Reflexão de Anatole France:"Considerado frecuentemente como el *mejor escritor francés de finales del siglo XIX y principios del XX."

Ser `linguarudo´ é preciso

* Mejor = maior.

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Roland Barthes

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007


[8:27 PM]


COMPORTAMENTO
bebê ouve música para se acalmar

"Desce gatinho,
lá de cima do telhado,
para ver se o meu filhinho
dorme um sono sossegado,
há, há, há, hê, hê, hê."

Era assim que minha mãe me fazia dormir. A sua mãe também, leitor cinqüentão. E hoje? Hoje é `zen - chiquesa´!

"Com fones de ouvido, bebê ouve música erudita em maternidade de Kosice-Saca, Eslováquia; ele participa de um programa experimental para acalmar os recém nascidos; segundo os responsáveis, Mozart e Vivaldi são os compositores preferidos dos bebês."

Tomara que esse programa dê certo. E vai dar! As plantas `escutam´, quanto mais nós, humanos, que temos ouvido de ouvir. Só uma coisinha me inquieta: será que nossos bebês irão se acalmar ouvindo Aviões do Forró?

`Quem é o gostosão daqui?
Sou eu
Sou eu
Sou eu..! ´

Meu medo é só esse! Só.

Ah, sim, ia esquecendo a fonte: Li hoje, na página da UOL. Sei que UOL é um portal, mas só escrevo da UOL.. Acho tão esquisito do UOL, muito embora seja o correto... o adequado. Vou parar, senão o `esquecido´ fica maior do que o lembrado. AS.

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Roland Barthes

Terça-feira, Janeiro 02, 2007


[12:51 AM]



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Roland Barthes



[12:29 AM]

DICI ONÁRIO
Bush é um escovado








Por Airton Soares


Na língua portuguesa temos o adjetivo escovado, significando limpo com escova e informalmente denotando esperteza, matreirice.

Pois bem, espichemos nosso vocabulário fazendo algumas associações. Não se assuste, leitor, se essas comparações parecerem um tanto quanto esdrúxulas. É de caso pensado. E funciona!

Apenas a retirada de uma letrinha na escrita, um "errezinho" mais precisamente, permitiu nosso `puxa-puxa´ de hoje, nosso alfinin semântico. Eis a matéria-prima: Duas palavras da língua inglesa: BRUSH, escova e BUSH, o estadista - no pensar de muitos - escovado, espertalhão. Chegado, até demais, a uma matreirice. Para quem acompanha a geopolítica internacional, essa constatação é um truísmo.

Até aqui tudo bem? Prossigamos, pois. Acontece que BUSH, além de nome próprio, significa também, arbusto em português. Agora, olhe só que ironia: apesar de toda matreirice, todo poderio bélico, esse dirigente americano - entenda-se exército - não passa de um pequeno arbusto diante às forças iraquianas tenazmente fincadas nos solos férteis das ideologias muçulmanas.

- Meu Jesus! Cá pra nós, "Dici", precisava de todo esse proseado retórico só pra dizer que o homem é um escovado. Chega! Me poupe!
- Agora tá sem jeito, meu amigo. Quer queira quer não queira, as palavras Brush e Bush, se não profundamente enraizadas, já fazem parte do seu vocabulário ativo.

Fico por aqui. E se nada mais disse é porque nada mais me foi perguntado.

Dici Onário da Sílaba






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Roland Barthes

Segunda-feira, Janeiro 01, 2007


[6:30 PM]



Sem ver-nem-pra-quê

Acontece. Com mais ou menos freqüência, mas acontece. Tomemos como exemplo os livros. Para organizá-los, agendamos na categoria de alta prioridade e quanto maior a prioridade maior a postergação. De repente "sem ver-nem-pra quê" um cutucão inconsciente nos faz passar horas e horas organizando o que planejamos há meses.
E tem mais: quase sempre em momentos esdrúxulos. Quando desejamos concretizar algo, todo dia é dia, toda hora é hora... Não é nossa intenção analisar se este comportamento é certo ou errado, mas que é um fato é. E quanta satisfação ao concluir a tarefa! Tudo volta a fluir frouxamente como folha seca no ar...


Soares, Airton. O Mundo Fora de Esquadro. Fortaleza: Premius, 2006, p.36.


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[10:10 AM]

ADOLFO CAMINHA
NATURALISTA - A Normalista :: O Bom Criolo
literatura cearense







Adolfo Ferreira Caminha (29 de maio de 1867,Aracati - 1º de janeiro de 1897, Rio de Janeiro , foi um escritor brasileiro, um dos principais autores do Naturalismo no Brasil. Nasceu no dia 29 de maio de 1867 na cidade de Aracati, no Ceará. Mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, ainda na infância. Em 1883, Adolfo entra para a Marinha de Guerra, chegando ao posto de segundo-tenente. Cinco anos mais tarde, transfere-se para Fortaleza. Lá, é obrigado a dar baixa ao seqüestrar a esposa de um alferes, com a qual passa a viver. Trabalha como guarda-marinha e começa a escrever.

Em 1893, Adolfo publica A Normalista, romance em que traça um quadro pessimista da vida urbana. Viaja para os Estados Unidos e, das observações da viagem, escreve No País dos Ianques (1894). No ano seguinte provoca escândalo, mas firma sua reputação literária ao escrever Bom Crioulo, abordando a questão da homossexualidade. Colabora também com a imprensa carioca, em jornais como Gazeta de Notícias e Jornal do Commercio. Já tuberculoso, lança o último romance, Tentação, em 1896. Morre no Rio de Janeiro no dia 1º de janeiro de 1897.

Sua obra densa, trágica e pouco apreciada na época - é repleta de descrições de perversões e crimes.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




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[8:18 AM]

DATAS COMEMORATIVAS
literárias e culturais







01 - Fusão dos jornais: Folha da Noite, Folha da Manhã e Folha da Tarde, para formar A Folha de S. Paulo, em 1960
01 - Dia Mundial da Imprensa Espírita
01 - Nascimento do escritor, advogado e jornalista Paulo Setúbal (Paulo de Oliveira Leite Setubal), Tatuí, SP, em 1893
01 - Nascimento do documentarista Primo Carbonari, pai do Cinejornal, em São Paulo, em 1920
01 - Nascimento do escritor e médico Drauzio Varella, em São Paulo, SP, em 1943
01 - Nascimento do jornalista, escritor e letrista David Nasser, em Jaú, SP, em 1917
01 - Morte do escritor Adolfo Caminha, em Aracati, CE, em 1897

Disponível no site Amigos do Livro.








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Sábado, Dezembro 30, 2006


[11:22 PM]

A........ DEUS, o ano velho
e o novo também

Do jeito que a coisa vai...sei não!


PAZ na Terra.
na Terra.
PAI Eterno.

Amém!
















Jornal O Povo, 30/12/2006.





Jornal da Paraíba, 30/12/2006.





Jornal Diário do Nordeste, 30/12/2006.




Que 2007 nos deixe mais sensíveis para agradecer a Deus as coisas boas que virão e sabedoria para aceitar (e compreender!) os infortúnios, aproveitando ao máximo suas lições.

Amigos e Leitores de Li por Aí
Este é o nosso desiderato.
Um Ano Novo
encharcado e abarrotado de esperanças!

Um FORTE abraço do
"AS" Airton Soares.









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[9:39 PM]

*ALFININ DE PALAVRAS
over book ing

*ALFININ. `Puxa-puxa´. Brasil. Nordeste - Espécie de rapadura.








A PRÁTICA

"A prática do "overbooking", bastante comum no transporte aéreo, não obstante tenha sua razão de existir, não pode e não deve ficar impune, uma vez que se constitui em uma situação de risco para as empresas que o praticam."







Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, Guarulhos.



Esquartejando overbooking
Over. Por cima de : : quer dizer.
Book. Nem é preciso : : dizer.
King. É rei. Só disse por : : dizer.


Respeite a confusão!
Por cima do livro um rei?
Um livro rei por cima?
O Rei por cima do livro?


Overbooking... quem explica?
Freud não, mas a TAM aplica.

MAS, AFINAL, O QUE É...
É... tipo assim: "Sempre cabe + Um", mas Roberto Bartholomeu, em artigo na revista jurídica Última Instância, explica tintim por tintim: "Dá-se o "overbooking", como todos sabemos, quando uma determinada empresa de transporte aéreo efetua a venda de passagens com reservas de assentos em quantidade superior à capacidade de suas aeronaves." Para saber mais clique AQUI.







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[11:10 AM]

BRASIL
FOLCLORE

30 - Nascimento do jornalista, escritor, folclorista e antropólogo, Luis da Câmara Cascudo, Natal, RN, em 1898




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